A geografia de Portugal determinou a sua vocação marítima. Não só pela sua longa costa, mas também por se encontrar no limite da Europa e do que era o mundo conhecido pelos europeus na Idade Média.

Enquanto os reinos europeus se digladiavam em questões políticas mesquinhas, os portugueses, barrados por Castela, já sentiam o apelo do mar, de conhecer o que estaria do outro lado.

Diversos pontos, ao longo da costa de Portugal, expressam este sentimento de “finis terrae”,”fim da Terra” – nome dado pelos romanos a um cabo na Galiza, expressando os mesmos sentimentos.

Berlengas

Ao largo de Peniche e do cabo Carvoeiro, as ilhas Berlengas possuem uma aura de mistério que atrai os visitantes, tal como já atraia a curiosidade dos romanos, que lhes chamavam ilhas de Saturno.

Cabo da Roca

Próximo de Lisboa, a serra de Sintra termina no mar formando o cabo da Roca, o ponto mais ocidental da Europa Continental.

Cabo Espichel

Cape EspichelPercorrendo a serra da Arrábida para ocidente, terminamos no cabo Espichel. A sacralidade do local está expressa no Santuário de Nossa Senhora do Cabo, existente desde a Idade Média, e que no século XVIII viu nascer hospedarias para os peregrinos.

Sagres e São Vicente

“Sagres” significava, para os romanos, um local “sagrado” e ainda hoje é possível imaginar o infante D. Henrique a perscrutar a linha do horizonte, mesmo que os relatos históricos nesse sentido possam ser exagerados.

Faial

Aos Açores chegaram os portugueses depois de se lançarem ao mar. Hoje, a cidade da Horta (Faial) apresenta um símbolo poderoso desta ligação dos portugueses ao mar e ao mundo. Uma superstição obriga os participantes de regatas a deixar uma pintura nas paredes da marina, para dar boa sorte para o resto da viagem. Porto seguro no meio do atlântico, a Horta ganhou assim um testemunho vivo da passagem de navegantes de todo o mundo.