Évora, capital da antiga província do Alto Alentejo, combina o melhor da cultura e tradição alentejanas, as comodidades da cidade e o acesso fácil ao grande espaço rural que a circunda.

A visita a esta cidade, extensamente retratada por Vergílio Ferreira no romance “Aparição”, não pode evitar o templo de Diana, elemento que contribuiu para a classificação da cidade como Património Mundial pela UNESCO. O templo romano, em bom estado de conservação, prova a importância que a cidade já tinha há dois milénios. A nível patrimonial, é de destacar o colégio do Espírito Santo, albergando a Universidade de Évora fundada no século XVI e reaberta em 1973, bem como a Sé Catedral, monumento concluído no século XIII que ostenta a transição do estilo românico para o gótico.

As esplanadas do centro, em locais emblemáticos como a praça do Giraldo ou a praça do Sertório, convidam os visitantes a almoçar ou desfrutar das longas tardes de veEvorarão, imersos num cenário histórico notavelmente preservado, remontando aos séculos XVI e XVII. Aqui é possível degustar os pratos típicos da tradição gastronómica do Alentejo: a açorda, o gaspacho ou as migas; a sopa de cação ou de tomate; os queijos curados como entrada; e sobremesas como a sericaia, as queijadas ou o bolo de mel. Tudo acompanhado com os encorpados vinhos alentejanos.

Próximo de Évora, a história continua a acompanhar os visitantes. O cromeleque dos Almendres e a anta grande do Zambujeiro encontram-se entre os maiores vestígios do período pré-histórico na Península Ibérica, comprovando que a região de Évora atrai a fixação humana desde tempos imemoriais. Os visitantes podem igualmente desfrutar dos diversos percursos ambientais que rodeiam a cidade. É o caso da Ecopista, que, ao longo de 20 quilómetros, aproveita o traçado de um caminho ferroviário extinto, ou o percurso da Água de Prata, que acompanha o antigo aqueduto. Do alto de São Bento obtém-se uma grande panorâmica sobre o conjunto da cidade.